Folia rima com alegria e é essa comparação que vai tornar real o texto que começo a descrever. Há 20 anos, os Salões abrigavam foliões de diversas idades nos bailes carnavalescos destinados à sociedade, sendo dois dias na Assembléia Recreativa (hoje em ruínas) e dois no Clube Nassau. O carnaval capanemense a exemplo de outros centros já teve seus dias de glórias e gradativamente saiu dos Salões e foi para as ruas. Mudança radical? Nem tanto! A cultura popular representada pelo carnaval e pela folia retrata que a alegria, a descontração e o ritmo, não saíram do prumo e precisamos fazer a divisão no ato de interpretarmos o que significam as mudanças e suas particularidades. No tempo dos bailes nos salões o carnaval era regido por orquestras que tocavam as marchinhas tradicionais, que por sinal, até hoje fazem parte de repertórios de algumas emissoras de rádios.
O passar do tempo fez muita coisa mudar e a formação de blocos carnavalescos, entusiasmou os foliões que traduziram fatos históricos em representatividades, homenageando personalidades e patrimônios históricos. Com a modernização, as fantasias foram substituídas por um instrumento chamado abadá que na tradução significa: Túnica longa de mangas perdidas, usada pelos muçulmanos na África e pelos Malês no Brasil, em casa e para orar. Traje semelhante ao abadá de uso informal. A calça usada pelos capoeiristas. Na tradução carnavalesca o abadá tem a função de uniformizar o folião de forma padronizada e cada grupo usa a criatividade como achar conveniente.
Os blocos dividem espaços nas avenidas e formam alas multicoloridas que transmitem alegria, beleza e vislumbre aos olhos dos espectadores. É assim o carnaval capanemense do Século XXI que a cada ano aumenta o número de foliões, tornando nova tradição e juntando o útil ao agradável, tudo em nome da folia. Com a extinção do concurso para escolher o melhor bloco, a responsabilidade dos carnavalescos diminuiu e com isso há um equilíbrio, sobre tudo quando se tratar de contenção de despesas, mesmo que no carnaval ninguém queira saber e nem ouvir falar em crise. O que vale mesmo é o extravaso de alegria e felicidade dos foliões. Aqueles que ainda se lembram do carnaval de salão, juntam-se aos mais novos para continuarem fazendo a história da maior festa popular nas ruas de Capanema. Pelo fator de não termos um local específico para funcionar como corredor da folia, por enquanto, as ruas servem de passarelas improvisadas, pois o que mais importa é fazer festa. No ano que vem, quando Capanema completar Um Século, vamos esperar que no pacote do Plano de Ações esteja à construção de um sambódromo para atender os foliões que prestigiam o carnaval da melhor cidade do mundo e bonita por natureza. (PV) “Capanema: patrimônio de todos nós”
Apesar da resistência da oposição em diversas regiões do país, o presidente da Bolívia, Evo Morales, conseguiu aprovar a nova Constituição do país, com o apoio de mais de dois milhões de bolivianos. O resultado final da consulta popular, realizada no dia 15 de janeiro, foi divulgado hoje (2). De acordo com a Corte Nacional Eleitoral, o Sim venceu com 61,43% dos votos.
A Constituição foi aprovada por cinco dos nove departamentos da Bolívia. Como era esperado, foi rejeitada nos quatro que decretaram autonomia em 2008: Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija, os mais ricos do país. Localizados no Oriente, região produtora de petróleo e gás, esses departamentos concentram 25% da população boliviana e são contra iniciativas como a nacionalização dos recursos naturais e o corte no repasse de impostos obtidos com petróleo e gás.
A maior rejeição ao novo texto constitucional foi registrada em Beni, onde 67,33% dos votantes disseram não à nova Constituição. Em Santa Cruz, o índice de rejeição foi de 65,25%; em Pando, de 59,04%; e em Tarija, de 56,66%.
Curiosamente, esses estados – contrários à reforma agrária - aprovaram limites menores para a posse de terras, ainda que com altos índices de votos em branco (55,91% em Beni, por exemplo). O limite de 5 mil hectares foi aprovado pelos nove departamentos bolivianos, representando vitória importante do governo no sentido de acabar com os latifúndios.
Nessa questão, Morales obteve apoio de 1,95 milhão de bolivianos ( 80,65% dos votos válidos) para o limite de 5 mil hectares para propriedade de terra. Apenas 459 mil votantes (19,35%) se manifestaram a favor do limite de 10 mil hectares. Nessa questão, 893 mil bolivianos (25,46%) preferiram votar em branco e 188,5 mil (5,38%) anularam o voto.
Os bolivianos compareceram em massa ao referendo convocado por Morales. Dos 3.891.316 cidadãos habilitados a votar, 3.511.681 (90,26%) deram sua opinião quanto ao polêmico texto constitucional aprovado pelo Congresso da Bolívia em dezembro de 2007. O total de votos válidos foi de 95,70%, contra 2,61% de nulos e 1,70% de votos em branco.
O resultado final do referendo deve ser enviado até sexta-feira (6) ao Congresso e , depois, encaminhado ao presidente Evo Morales para promulgação.
Os folhetins, o cinema e a TV nos acostumaram a observar os complexos dramas das pessoas, povos e nações a partir de uma ótica simplista: heróis-vilãos-vítimas.
Ou, simplificando mais ainda, a acreditarmos que quem causa sofrimento às vítimas são os bandidos e quem as defende, os mocinhos.
No fundo, trata-se do velho e obtuso maniqueísmo, a que os pensadores marxistas contrapuseram a dialética: Bem e Mal não existem como instâncias metafísicas que, desde os píncaros do paraíso celestial ou das profundezas do inferno, teleguiam a práxis humana, mas sim como resultado das decisões e ações adotadas pelos homens em cada situação.
No primeiro caso, alguns encarnam o Bem absoluto e o Mal absoluto, sem nuances: os mocinhos são sempre mocinhos e os bandidos, eternamente bandidos.
Na administração pública existem decisões e procedimentos que por mais que me esforço não consigo entender.
Só posso creditar algumas dessas aberrações, a falta de sensibilidade dos políticos e dos governantes, aliados a incompetência de alguns gestores públicos.
O Governo de Mato Grosso isenta o ICMS incidente sobre o consumo de energia de instituições públicas de ensino, como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e o Centro Federal Tecnológico (Cefet). Parabéns! Nada mais justo.
Porém, você sabia que a Assembléia Legislativa também é isenta do pagamento de ICMS incidente sobre a energia elétrica das suas instalações físicas?
Você sabia que essa benesse não é concedida a nenhuma das companhias de fornecimento de Água dos municípios de Mato Grosso?
A Secretaria Municipal da Cultura seleciona pela primeira vez projetos de pessoas físicas para criação, formação, estudos ou pesquisa na área artístico-cultural que sejam relevantes para Porto Alegre. Os dez selecionados receberão financiamento no valor de até R$ 15 mil, sob a modalidade de bolsas, a fundo perdido, do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural (Fumproarte).
Os projetos deverão ser inscritos no Protocolo Central da prefeitura (Rua Sete de Setembro 1123), até dia 21, das 9h às 16h. O concurso não abrange financiamento a projetos de produção artístico-cultural, objeto de Editais semestrais específicos. Edital e seus anexos estão disponíveis para download no portal http://www.portoalegre.rs.gov.br/fumproarte.
Também podem ser obtidas cópias do documento mediante a apresentação de algum dispositivo de armazenamento de dados (disquete, CD-R, DVD-R, pen-drive ou congênere), na gerência do Fumproarte (Av. Independência, 453) no horário das 9h às 12h e das 14h às 18h. Esclarecimentos a respeito deste Edital poderão ser obtidos no endereço acima, pelos telefones 3289-8016 e 3289-8017 ou pelo e-mail:
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